Desde 1885

Fundada em 1885, a Casa Havanesa é um dos mais antigos estabelecimentos comerciais da Figueira da Foz. De tabacaria a drogaria, de casa de fotografia a livraria, esteve sempre na vanguarda da sociedade Figueirense. A sua denominação surge da moda desta época de atribuir o nome “havanesa” a este tipo de estabelecimento.

Em 1907, para além dos artigos de tabacaria e papelaria, passou a vender, entre outros, sementes, plantas de jardim, artigos de perfumaria, artigos de pintura, águas, vinhos, ostras frescas, azeitonas, café, mel, manteiga, canários, artigos de caça, capas e gabardinas, sabão para a barba, pasta de dentes, pó de talco, grafonolas, máquinas de escrever, material fotográfico, todos de primeira qualidade e ao encontro da exigente clientela.

A partir de 1920, a venda de livros começa a ter uma maior relevância, passando a ser uma das actividades principais. Nesta altura, a fotografia e a produção de bilhetes-postais ilustrados foram uma importante actividade da casa.

Outro facto de interesse na história da Havanesa, foi o facto de ter sido nessa época um importante apoio às famílias refugiadas dos países ocupados pela Alemanha. Em 2006, a Havanesa deixa de ser gerida pela família original, é homenageada na pessoa da sua proprietária à altura, Maria Helena Pinto Leite dos Santos Alves pela Câmara Municipal e é realizada uma exposição evocativa no Museu Municipal. Deste ano, até 2012, mantém-se como livraria.

A Casa Havanesa da Figueira da Foz é um ponto de encontro e um espaço de convívio e tertúlia ao longo de várias gerações. Essas características, esse espírito e essa memória são o que não podemos permitir que sejam esquecidos.

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